Existem inúmeros métodos pelos quais os componentes voláteis das plantas aromáticas podem ser extraídos para propósitos comerciais. Contudo, como um produto volátil não pode ser considerado um verdadeiro óleo essencial a menos que tenha sido produzido também através da destilação a vapor ou expressão a frio. O processo pela destilação a vapor começa quando o produtor insere o material das plantas escolhidas, ou carga, dentro de uma câmara especial. Freqüentemente sob considerável pressão, o vapor é então forçado para dentro da câmara. Como ele passa através do material da planta, o vapor rompe os depósitos e cavidades das plantas produtoras do óleo e libera a sua essência que conseqüentemente evapora juntando-se ao vapor. O vapor e o óleo essencial evaporado então passam pela câmara e através de um tubo coletor circundado por água fria. Aqui, eles se condensam sob forma de água e óleo essencial líquido e fluem dentro de um vaso coletor. Os óleos essenciais são incapazes de se mistura com a água e assim formam uma camada acima dela, tornando fácil sua separação. Pequenas quantidades de princípios odoríferos também permanecem na água, formando uma água aromática ou hidrolato. O hidrolato é freqüentemente usado para retornar a uma nova destilação e tornar-se mais concentrado no processo. Águas florais como as de Rosa e de Camomila tem sido importantes para o tratamento de pele e perfume desde quando a destilação foi descoberta no século XIII.
A expressão a frio é um processo usado pela extração dos óleos essenciais da casca de frutas cítricas. A camada externa da pele é rompida através de meios mecânicos e a essência, ou o sabor picante, pressionado fora. São obtidos por esse método os óleos de cítricos tais como a laranja, a bergamota, a mandarina, o grapefruit, o limão e a lima.
Os óleos essenciais destilados e por expressão a frio são compostos de uma larga variedade de compostos relativamente simples, feitos geralmente de carbono, hidrogênio e oxigênio. Esses átomos, entre eles, se combinam e produzem no mínimo 3000 diferentes moléculas aromáticas, cada uma das quais pertencentes a um grupo químico específico, de acordo com a sua estrutura básica.
A maioria dos óleos essenciais é formada de moléculas de vários grupos químicos diferentes, sendo bastante comum predominarem somente um ou dois grupos. No caso do Eucaliptus globulus, por exemplo, o principal constituinte é o cineol, um composto que pertence ao grupo dos óxidos. Embora o cineol constitua mais de 85% do óleo essencial, outros grupos químicos estão também representados. Esses incluem terpenos, álcoois, cetonas e aldeídos.
É a extraordinária combinação dos constituintes químicos da planta que determina a sinergia dos efeitos terapêuticos e do aroma. Isso não pode ser imitado por uma mistura química que é produzida em laboratório. Seria impossível produzir cada um dos minúsculos constituintes que contribuem para o aroma do óleo essencial natural, nem concebível que tal coquetel químico possua a força vital de um produto autêntico.
O aroma de um óleo essencial e a sua fragrância geralmente é, de acordo com a perfumaria, separado em três categorias básicas: notas “alta”, “média” e “base”. Os óleos de notas altas são aqueles de aroma leve e fresco e são os primeiros que o nariz irá discernir. Eles predominam em óleos que evaporam rapidamente, tais como Grapefruit e Hortelã. As notas médias formam o coração, e freqüentemente o corpo da fragrância e são por essa razão encontrados em quase todos os óleos essenciais. As notas base são densas e ricas em caráter e são os últimos a emergir em cheiro. Eles dão aos óleos como Benjoim e Patchouli a capacidade fixadora, pois eles evaporam lentamente e tem uma forte tenacidade.
Os óleos essenciais, via nervos olfativos, afetam, entre outras partes do cérebro, o sistema límbico – uma das mais primitivas áreas da consciência. Embora eles sejam ferramentas de uma terapia sutil, os óleos essenciais têm o poder de penetrar profundo na psique e relaxar a mente e inspirar o Espírito.
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